terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Há muito, muito tempo...










quando ainda existia a Feira Popular,
e o Clerasil era o nosso cosmético preferido...

No tempo em que as sabrinas podiam ser lisas ou com aplicações (laços de preferência)
e as calças de ganga acabavam 3 dedos acima do tornezelo

No tempo em que os blazer assentavam como uma luva ao menino e à menina,
de enchumaços nos ombros para dar glamour.

E as carruagens dos combóios eram em azul cueca
e tinham bancos forrados de pele.
(...)
Nada mais sei.
Não é que me falhe a memória, mas não fazia parte da história nesse dia...
Será que alguém se lembra de mais alguma coisa?

O/As presentes que se acusem...



domingo, 6 de janeiro de 2008

Nem o vento nos levou...












Ao 3º dia do novo ano, lá estávamos nós...


nem o vento nos levou, nem a tromba de água nos desencorajou...

E a conversa fluiu como sempre.
Das 6 presentes, só 2 é que ainda arriscam a vida (literalmente) em irem fumar umas cigarradas lá fora, no meio daquele dilúvio em plena aceitação da nova Lei do Tabaco.

A prosa estava tão boa que...
saímos ao mesmo tempo que os senhores do restaurante!!!

Frases da noite dignas de registo:

  • " O Fernando veio despedir-se de mim à porta, de avental posto e disse: Não te preocupes com as horas” Sandra Ruivo
  • A minha filha quando me viu sair, perguntou: “ Não ficas lá a dormir, pois não?” Ídem.
  • “Já não sei o que fazer..., a educadora da Mariana disse-me que ela não é má. O problema são as más companhias...” Vanessa
  • “ Desde que o ano cobeçou, a agência do Delson já fez 17 funerais. É bau... Mas é bô.” Vera. Altamente engripada.
  • “ Andamos nós a escolher um prédio pequeno para morar, para não haver confusões... e afinal têm sido cá umas novelas. Desde as meninas do 2º andar que se puseram na alheta, levando a mobília toda do senhorio; a brasileira que só grita: Você tem outra! O vizinho de cima que devia ser DJ, felizmente já se mudou, que quando chegava às 04:00 da manhã com os amigos era só música a bombar...” Sandra Governo.
  • Sim. Sim. Quando tomo banho ainda vejo os pés.” Paula Henriques.
  • "Eu, eu nunca podia ter licença de porte de arma, eu conheço-me, eu usava-a..." Xinha


sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

...ainda sobre 2007






No nosso último jantarinho do ano, tivemos a honra de contar com as presenças da Inês da Ruiva e da Inez da Paula Henriques.


Apenas 2 curiosidades:

  • Para quem não se lembra, há cerca de 6 anos atrás, mais concretamente no dia 8 de Março, no Dia da Mulher, a Ruiva faltou ao nosso jantar anual.
    Aqui está a razão pela qual faltou ao compromisso. E que bela razão! A Inês escolheu um excelente dia para nascer. Muito brindamos nós a Elas nessa noite…
    E mesmo antes de terminar o 2007, a Inês fez questão de acompanhar a mãe e conhecer-nos. Para nós foi um privilégio.

  • Sobre a outra Inez presente, ou melhor, omnipresente, aquando do referido jantarinho, ainda nada se sabia se seria uma Inez ou um Diniz. Daí que, por uma questão pratica, foi baptizada de Dinez, com total concordância da Paula H. Só passados 6 dias é que a menina se revelou, graças à eco-tirateimas-grafia. Dá vontade de cantar: Venha mais uma!

    Posto isto:
    Fiquei com um secreto desejo que a geração vindoura - as belas Inezes postas em sossego -, um dia quiçá, perpetuem estes nossos jantarinhos…

Quando terminei o Liceu uma frase ficou...




a dançar-me na cabeça.
Começou no dia que saí do Liceu de Cascais e perdura até hoje.
Nem sequer é original e só me faz lembrar a mais que batida música do Brian Adams

“Summer of ‘69”.

Uma frase simples, mas certeira, às vezes melancólica,
outras vezes cheia de gargalhadas.

Para mim: estes foram, de facto, «Os Melhores Anos da Minha Vida».
E eu, profeticamente, sabia-o.


Desses tempos não sobraram colegas, mas as Melhores Amigas.
Amigas intemporais.


E hoje quando, pontualmente, nos encontramos nas primeiras quintas-feiras de cada mês, dou por mim a percorrer com elas todos os corredores daquele liceu,
ouço a campainha a tocar,
baldamo-nos às aulas e vamos até ao Mexilhoeiro,
fumamos cigarros clandestinos atrás do ginásio,
somos sem dúvida a melhor equipa de Andebol,
apanhamos o primeiro pifo e fazemos confissões quase mudas...

Passou uma quinzena de anos e estas miúdas cheiram-me ao Liceu.
Ao melhor que tive na minha vida.

Por isso,
para elas e por mim,
aqui ficarão registados alguns momentos sem prazos.
Conto, como sempre, com a vossa cumplicidade.