quarta-feira, 30 de abril de 2008

TODA A VERDADE...





Lancei o repto à Paula H...
E ela acedeu.

A nossa querida amiga decidiu partilhar connosco um dos momentos mais importantes e felizes da sua vida.

O Nascimento do 1º filho.

Pedi-lhe um relatório do parto e ela fez mais do que isso...
Enviou-me o relato da sua amiga e Doula Ângela, que a acompanhou durante esse momento mágico.

A Paula, como todas sabemos, é um ser muito especial.
Uma brava guerreira que eu guardo sempre como exemplo de preseverança e coragem.
De certa forma, ela é a própria luz ao fundo do túnel dos valores e convicções.
Eu, tal como vós... adoro-a.
E fico cheia de orgulho por tê-la por perto.

Como sabem a Inês nasceu em casa, como a Paula sempre desejou, num parto natural, como só a Paula poderia proporcionar-lhe.
A nossa amiga contou com a ajuda de uma enfermeira parteira (Ana Ramos) e com a doula Ângela que a orientou e acompanhou em todo o processo da gravidez e parto.

Quem quiser saber mais sobre o papel e a filosofia das doulas, visite por favor o site:
www.doulasdeportugal.org

Só me resta agradecer à Paula H. o inestimável contributo que deu a este nosso blog.
Estendo o meu obrigada à Ângela por partilhar connosco o relato que enviou para a lista de discussão das doulas (Associação de Doulas de Portugal).

Vamos então ao que interessa.
Boa leitura
!


«Olá a todas!

Eu prometi que regressaria em breve com um relato de acompanhamento!
E cá estou. Uma das minhas maiores amigas (já nos conhecemos há 13 anos) que queria muito ser mãe, chegou a dizer-me que hesitava em engravidar por ter medo do parto... Mas isso foi na minha outra vida - a vida A.D.(Antes de ser Doula).
Depois de eu ter feito a formação foi a minha fã nº 1, sempre ansiosa pelos relatos dos partos que eu acompanhava, ganhando de dia para dia confiança em si e no seu corpo e começando a ansiar ainda mais pela sua vez!
O acompanhamento da gravidez foi extraordinário! Ver uma mulher desabrochar daquela forma, conquistar os seus medos um a um.
Fazer frente às pessoas que punham em causa as suas decisões (incluindo a Drª Radmila) e acabando por decidir ter um parto em casa, foi um privilégio extraordinário!
No sábado pelas 10h e pouco da manhã ligou-me a dizer que estava a perder um pouco de líquido. Tranquila, perguntou-me se podia ir trabalhar (tinhamos conversado sobre a rotura de bolsa e não a assustava nem um bocadinho!).
Na véspera tinha tido algumas contracções irregulares, mas todo o dia. No sábado tinham parado. Aconselhei-a a ligar à parteira (só para ela saber) e a seguir fazer o que lhe apetecesse, aquilo que se sentisse bem a fazer!
Foi trabalhar ao meio-dia e pelas 16h tivemos uma conversa engraçada: ela estava à espera que o marido a fosse buscar ao trabalho para irem passear e de repente, misteriosamente 4 elementos da família vão ter com ela ao trabalho. E ela sem dizer o que se passava, mas sobretudo a mãe com muitas suspeitas de que a Inês estava a caminho...
Ela tinha optado por partilhar com a mãe dela o irmão, os sogros e o cunhado que o parto seria em casa, depois de muito reflectir e ponderar.
Foi um alívio grande pra ela sentir que as pessoas, apesar de algumas dúvidas respeitavam a opção deles!
A parteira foi a casa dela pelas 19h (estava eu no teatro) só para ouvir o bebé. Foi-se embora e ficaram os dois!

O pai ligou-me às 3h e meia da manhã a dizer que ela já tinha algumas contracções que tinha dificuldade em gerir (embora o intervalo entre elas ainda fosse um pouco irregular). Aconselhei mais uma vez a informar a parteira (gato escaldado...) e que lhe dissessem que eu ligaria para ela quando chegasse ao pé deles.
Sugeri-lhe um banhinho e fui ter com eles. Cheguei por volta das 4h da manhã. Ela estava mais tranquila com o chuveiro em cima dela e disse-me que tinha sido uma excelente ideia. Disse-lhe que, provavelmente, quando saísse do banho as coisas iriam acelerar um pouco.
Ela acabou por sair da banheira pouco depois e as minhas previsões confirmaram-se: as contracções intensificam-se numa bela noite de lua cheia com alguns relâmpagos e trovões.
Percebi que ela estava com muita dificuldade em desligar o neocortex.
Depois vai até ao futuro quarto da filha e estou ao seu lado quando ela faz uma pequena viagem interior.
Sugiro ao pai que peça à parteira para vir. Volta para o seu quarto e continuo a percebê-la demasiado preocupada com várias coisas.
Tapo-lhe os olhos durante as contracções, não digo nada e sinto uma ligeira melhoria...
A parteira chega por volta das 6h da manhã e ouve o coração do bebé. Está tudo bem e as contracções começam a aproximar-se bastante umas das outras e a ser bastante longas.
Passado algum tempo ela começa a ficar muito desesperada.
Não sabe o que há-de fazer, pergunta o que irão os vizinhos pensar dos gritos que dá, enfim começa a duvidar de si própria...
Eu percebo que o fim do parto está próximo, mas sinto também que preciso de alguma coisa que a faça desviar o pensamento durante uns instantes.
Ocorre-me novamente a água. Com dificuldade lá vai ela para a banheira...
Mas o desespero é enorme e acaba por atirar com o chuveiro.
Eu ajudo-a a sair da água enrolada numa toalha. Olho-a nos olhos e digo-lhe que ela vai ser capaz.

Ela senta-se na beira da banheira, olha para mim e pergunta-se se é normal o que sente.
Eu pergunto: - O quê ? e ela diz que tem muita vontade de fazer força.
Eu respondo-lhe que faça o que tem vontade.
Ela faz bastante força sentada na banheira.
Depois eu vejo a transformação à minha frente.
Olha o marido nos olhos e diz: "Acho que agora é que a Inês vai mesmo chegar!".


Decide sentar-se na sanita e ficamos a duas sentadas a agarrar os antebraços uma da outra contracção após contracção.
O pai e a parteira no quarto a observar em silêncio.

Depois ela põe-se em pé e vai até ao quarto. Apoia-se no marido e tem mais algumas contracções.
E vejo a cabeça a coroar e uma "coisa"branca que não percebo bem o que é... e Poc!
Sai uma cabeça e um braço ao mesmo tempo!

A parteira segura a bebé (que não precisou de mais nenhuma contracção para sair) que começa a chorar ainda com os pés lá dentro!


Fabuloso! Fantástico! Mas sabem o melhor?
O pai nasceu exactamente na mesma posição (de super-homem, como diz a mãe).


E esta bebé pesa 4kg e 400!!
A parteira (a Ana Ramos) foi fabulosa!!
Não fez nada a não ser assegurar à grávida que podia fazer o que quisesse, e segurar na bebé quando ela saiu! E depois, claro reparar os estragos - uma laceração um pouco grande.


Ainda estou meia atordoada, apesar de já terem passado 2 dias!
Estou muito feliz!
Bjs Ângela»

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Ora cá está Ela...


Linda Inês posta em sossego...


Babem-se tias, vejam como sou linda e grandona.


domingo, 20 de abril de 2008

E do Céu Caiu uma Estrela....


E chama-se Inês.

Foi hoje, logo pela manhã...
para nos iluminar o dia

Deixo os demais pormenores para os papás contarem.



Só me resta dar os Parabéns à tia Sandra Ruivo, porque foi certeira no palpite!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Estamos em contagem decrescente...

Por isso toca a adivinhar ...

Em que dia vai chegar a nossa Inês a este Mundo...

cheio de tias efervescentes, avós babados e pais orgulhosos????!

Se quiserem podem , para além do dia, avançar com a hora!

É a loucura da adivinhação!!!!


Que o Mundo esteja à sua altura para a receber,
Porque Ela, por si só, já vai tornar este mundo um lugar
muito melhor.


Façam já as VOSSAS APOSTAS!

sábado, 5 de abril de 2008

Ainda sobre o Jardim da Cerveja, depois do liceu...

A Quadratura do Circulo ....










Está a alargar-se e ainda bem!


Desta feita, a quadratura era a mesa do Jardim da Cerveja e o círculo alargara-se para receber mais duas sublimes presenças.

Ambas loiras e ambas psicólogas. Dito desta forma até poderia ser assustador...
Mas nada disso! A Rita e a Sónia marcaram presença e contra todas as estatísticas fizeram desta noite mais um dos momentos memoráveis de conversa e galhofa.

E assim, os últimos anos foram relatados e relembrados (apesar de haver muita memória queimada....), entre salsichas alemãs e cerveja, com música ao vivo e cigarradas permitidas. Nos dias que correm, isto é ou não é um privilégio do catano?? Hã?

As miúdas estão iguais e revê-las faz-nos sempre parecer que o tempo é relativo. A voz não muda, nem o olhar e muito menos o temperamento. E assim em menos de nada dá-se um salto no tempo, e lá estamos nós de volta ao liceu.

As outras pimpolhas também lá estavam. Só houve uma baixa, (e não era a Sónia!Eh!Eh!)... a nossa Vanessa que estava doentinha, mas que virá no próximo jantar, seguramente.

De resto a Ruiva primaveril e cheia de boas ondas, sempre atenta e intuitiva, contou os dias e as luas e preveniu a Paula H. para a vinda da nossa Inês a partir de dia 20 deste mês... Será? Logo, logo vou abrir um concurso para ver quem acerta.

A Paula H., veio jantada do aniversário do sogrinho e deu azo a umas piadolas por parte do empregado de mesa. Nada mais conto. Mas tinha a ver com salsichas e de ela já estar cheia...
Muitas foram as que não acreditavam que ela ainda fosse a este encontro das quintas-feiras Santas, mas apesar do peso, do calor e do inchaço dos pés, lá esteve firme e hirta , ou não fosse a Paula H!!!

A minha Vega lá estava de serviço... com a tutela do registo fotográfico deste evento, sempre alegre e com uma ginga especial ao sair e entrar na mesa. Diz ela lá no alto da sua sapiência: “ (...) quando os modelos são bons, frescos e airosos é muito mais fácil para o fotógrafo.”

A Sofia imparável como sempre, depois de sair do estado de choque ao ver a Paula H. ainda mais grávida que da última vez... exaltou o rebentar das águas com um fantástico: “ Estranho, porque é que tenho os pés dentro de água?”. Lamentavelmente teve que sair mais cedo, porque Beja aguardava-a no dia seguinte.

A Vanda sempre em alta partilhou com a malta os prazeres e revezes de ser mãe de uma pré-adolescente. Pré-adolescente essa, ma-ra-vi-lho-sa-men-te caústica. “ A Natacha morreu. ACUDAM!” Isto é liiiindo!

Cáustica também estava a nossa Governo. O dia até lhe tinha corrido bem até ao momento em que o combóio que ela apanhou para Cascais ter passado em cima de uma pessoa. Tirando o facto de ela estar sentada no banco da frente da 1ª carruagem e ter sentido um pock! acompanhado de um curto safanão; ter assistido ao desespero do maquinista; ficar parada durante horas por cima da ponte de Sto. Amaro de Oeiras, e de ouvir a Sra. que estava sentada ao lado dela repetir vezes sem conta que nunca mais se sentava naquele banco, pois sempre que o fazia alguém era atropelado na linha (!!!) , a Governo estava feliz por estar ali sã e salva a beber uns canecos e a tentar esquecer a experiência desse dia.

No final da noite apareceu o marido da Vanda e um amigo e constataram que isto do "revival" é mesmo a sério. Eles os dois tentaram disfarçar a vontade louca de fazer o mesmo e já tem nome para o evento e tudo: “ Nós depois delas depois do liceu. ;-)))

Outra novidade é que os tentáculos da “cosa nostra” já chegaram a um contacto masculino dos tempos do liceu. A estratégia é trazê-lo ao próximo jantar e espremê-lo com perguntas até ele passar os contactos todos dos gajos da turma e obrigá-lo a contar as tricas . (Agora, meninas, que já leram tudo, vamos finalizar com uma daquelas gargalhadas dos filmes de terror de fazer gelar os ossos, para dar ambiente... AO PRÓXIMO JANTAR)
AHAHAHAHAH!

PAAAAAAAAAATAAAAAAAPUUUUUUUUUUUMPAAAAAAA
!